A sinalização de aliados1 de Flávio em favor de Zema como vice é um erro.
Zema hoje cumpre o papel de tensionar o ambiente político com ataques mais duros, especialmente ao STF — movimento que já está surtindo efeitos positivos2.
Ao incorporá-lo como vice, Flávio passa a dividir o ônus dessas posições e perde a capacidade de se sustentar como “moderado”. Além disso, abre mão de um arranjo mais eficiente: deixar Zema radicalizar no primeiro turno e, depois, absorver esse capital político no segundo, quando a exigência por moderação será quase nula.
Zema seria mais útil como um “Padre Kelmon 2.0” do que como parte formal da chapa.
Notas de rodapé
- https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/em-evento-com-investidores-aliados-de-flavio-citam-zema-como-vice-ideal-e-o-comparam-a-marco-maciel.ghtml
↩︎ - https://www1.folha.uol.com.br/colunas/encaminhado-com-frequencia/2026/04/crise-no-bolsonarismo-e-crescimento-de-zema-fragilizam-flavio.shtml ↩︎