Flávio-Zema: erro estratégico em gestação

Zema seria mais útil como um “Padre Kelmon 2.0”.

A sinalização de aliados1 de Flávio em favor de Zema como vice é um erro.

Zema hoje cumpre o papel de tensionar o ambiente político com ataques mais duros, especialmente ao STF — movimento que já está surtindo efeitos positivos2.

Ao incorporá-lo como vice, Flávio passa a dividir o ônus dessas posições e perde a capacidade de se sustentar como “moderado”. Além disso, abre mão de um arranjo mais eficiente: deixar Zema radicalizar no primeiro turno e, depois, absorver esse capital político no segundo, quando a exigência por moderação será quase nula. 

Zema seria mais útil como um “Padre Kelmon 2.0” do que como parte formal da chapa.

Notas de rodapé

  1. https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2026/04/em-evento-com-investidores-aliados-de-flavio-citam-zema-como-vice-ideal-e-o-comparam-a-marco-maciel.ghtml
    ↩︎
  2. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/encaminhado-com-frequencia/2026/04/crise-no-bolsonarismo-e-crescimento-de-zema-fragilizam-flavio.shtml ↩︎

Foto de Rodolpho Dalmo

Rodolpho Dalmo

é estrategista político com 12 anos de experiência em política, eleições e governos.

Leia também:

Isso nem esquerda é. É o apodrecimento de um progressismo já fraco.
No resultado político geral, nossa leitura foi boa.
Nossa previsão para o Brasil e Minas.